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Quem pesquisa a comunicação científica? Estudo mapeia autores, temas e redes de colaboração internacionais

por Ciexpress


O estudo "Redes de colaboração e frequências temáticas sobre comunicação científica", de Isabela Figueiredo da Rosa, Janes Specht Marchand da Silva, Andressa Eloany Brito Rebelo, Angélica Conceição Dias Miranda e Valmir Heckler, investigou como a comunicação científica vem sendo estudada internacionalmente nos últimos anos. A pesquisa mostra que, embora o tema tenha ganhado relevância no cenário da Ciência Aberta, sua produção científica ainda está concentrada em um número reduzido de pesquisadores e apresenta redes de colaboração pouco integradas, indicando oportunidades para fortalecer a cooperação internacional e ampliar o desenvolvimento desse campo de conhecimento.


A comunicação científica é responsável por conectar pesquisadores, instituições e sociedade, permitindo que descobertas científicas sejam compartilhadas, avaliadas e transformadas em conhecimento socialmente relevante. Com a expansão da Ciência Aberta, práticas como acesso aberto, compartilhamento de dados, preprints e avaliação por pares aberta vêm modificando a forma como a ciência é produzida e disseminada (Mueller, 2006; Albagli; Clinio; Raychtock, 2014; Borgman, 2015; Dias, 2024). Nesse contexto, compreender como a própria comunicação científica tem sido pesquisada torna-se importante para identificar tendências, lacunas e desafios futuros.


Para analisar essa questão, os autores realizaram um estudo bibliométrico de caráter exploratório e descritivo. Foram analisados artigos indexados na base Education Resources Information Center (ERIC) publicados entre 2019 e 2024, utilizando os descritores scientific communication e scholarly communication. A investigação combinou indicadores clássicos da Bibliometria, como as Leis de Lotka e de Zipf, com análises de coocorrência e palavras-chave realizadas no software VOSviewer, permitindo visualizar redes de colaboração e tendências temáticas de forma acessível e objetiva.


Os resultados demosntraram que os Estados Unidos concentram a maior parte dos pesquisadores que publicam sobre comunicação científica, enquanto outros países aparecem de forma mais dispersa e com menor volume de produção. Embora exista participação internacional, a distribuição dos autores demonstra concentração da produtividade em poucos pesquisadores e grupos, sugerindo que o campo ainda não alcançou um nível elevado de consolidação científica e colaborativa.


Outra contribuição da pesquisa foi demonstrar que a análise conjunta da produtividade dos autores, da frequência das palavras-chave e das redes de coautoria permite compreender não apenas quem publica sobre comunicação científica, mas também como os pesquisadores se organizam e quais temas estruturam esse domínio do conhecimento. Essa abordagem amplia o potencial da Bibliometria como ferramenta para subsidiar políticas científicas, estratégias editoriais e o fortalecimento de redes internacionais de pesquisa.


Os autores concluem que a comunicação científica ocupa posição estratégica para o avanço da Ciência Aberta e da democratização do conhecimento, mas ainda apresenta limitações relacionadas à integração entre pesquisadores e instituições. O fortalecimento de parcerias internacionais, do diálogo interdisciplinar e de práticas colaborativas poderá contribuir para consolidar esse campo de pesquisa e ampliar seu impacto sobre a produção científica, a inovação e as políticas de ciência aberta.


Referências citadas no release


ALBAGLI, Sarita; CLINIO, Anne; RAYCHTOCK, Sabrina. Ciência aberta: correntes interpretativas e tipos de ação. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, 2014. DOI: https://doi.org/10.18617/liinc.v10i2.749.


BORGMAN, Christine L. Big data, little data, no data: scholarship in the networked world. Cambridge: MIT Press, 2015.


DIAS, Carolina Guimarães de Souxa. Políticas públicas e institucionais de Ciência Aberta no Brasil no período recente (2020–2023). Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, [S. l.], v. 9, p. 1–10, 2024. DOI: https://doi.org/10.22477/ix.ebbc.233.


MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 35, n. 2, p. 27–38, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-19652006000200004.


Para ler o artigo na íntegra


ROSA, Isabela Figueiredo da; SILVA, Janes Specht Marchand da; REBELO, Andressa Eloany Brito; MIRANDA, Angélica Conceição Dias; HECKLER, Valmir. Redes de colaboração e frequências temáticas sobre comunicação científica. Ciência da Informação Express, Lavras, MG, v. 7, p. e154, 2026. DOI: https://doi.org/10.60144/v7i.2026.164.


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Release elaborado com apoio de Large Language Model (ChatGPT), com condução humana da equipe editorial do Ciexpress News.

 
 
 
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