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Universidades como protagonistas: Ciência Aberta avança mesmo sem políticas nacionais fortes

por Ciexpress


Estudo de caso institucional longitudinal, parte do Dossiê Experiências instittucionais de Ciência Aberta, intitulado “Governing open science in the absence of national coordination: a longitudinal institutional case study”, de Paola Galimberti (University of Milan), foi publicado em 19 de janeiro de 2026.


O artigo apresenta a trajetória de aproximadamente duas décadas da Universidade de Milão na construção, consolidação e implementação contínua de políticas, infraestruturas e serviços de suporte à Ciência Aberta, mesmo em um contexto nacional marcado por baixa coordenação regulatória, financiamento limitado e ausência de monitoramento sistêmico.

A autora destaca que, na Itália, a adoção da Ciência Aberta ocorre de forma fragmentada e frequentemente voluntarista, com pouca força de indução por políticas nacionais e dependência de bases proprietárias em processos avaliativos, o que cria barreiras à transparência e à reprodutibilidade. Nesse cenário, universidades tornam-se protagonistas na experimentação e na governança local da agenda de abertura científica.

No caso analisado, a Universidade de Milão adotou uma escolha institucional estratégica: posicionar a Ciência Aberta em uma diretoria central ligada à avaliação e garantia da qualidade, e não apenas como uma atribuição da biblioteca. Essa decisão reforça a Ciência Aberta como parte integrante da qualidade da pesquisa, facilitando sua integração ao planejamento, ao monitoramento e aos processos decisórios da instituição.

O estudo também evidencia o papel das infraestruturas como base operacional desse ecossistema. Entre os destaques estão o repositório institucional em funcionamento desde 2005, o investimento em curadoria de metadados e a adoção do Dataverse para o depósito de dados de pesquisa, impulsionando práticas alinhadas aos princípios FAIR e fortalecendo a visibilidade e o reuso dos resultados científicos.

Outra dimensão relevante é a consolidação de uma plataforma de publicação Diamante em Acesso Aberto, com apoio a periódicos e livros acadêmicos, além de estratégias contínuas de indexação e aprimoramento da descoberta em serviços abertos. O artigo mostra como a infraestrutura editorial pode ser articulada à governança institucional para sustentar um modelo não comercial e de maior equidade.

Por fim, o trabalho reforça que a sustentabilidade da Ciência Aberta depende fortemente da formação continuada, da capacitação orientada por perfis de público e do acompanhamento por indicadores de participação e uso das infraestruturas. Ao discutir desafios e caminhos possíveis, o estudo contribui diretamente para instituições que enfrentam dilemas semelhantes e buscam estruturar políticas e serviços robustos mesmo sem coordenação nacional consolidada.

Para ler a pesquisa completa acesse:


GALIMBERTI, Paola. Governing open science in the absence of national coordination: a longitudinal institutional case study. Ciência da Informação Express, Lavras, MG, v. 7, p. e182, 2026. DOI: https://doi.org/10.60144/v7i.2026.182



*Release elaborado com apoio de Large Language Model, ChatGPT.

 
 
 

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