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Bibliotecas universitárias ainda enfrentam desafios na acessibilidade informacional, aponta estudo

por Ciexpress


Artigo publicado recentemente na Ciência da Informação Express analisa de forma crítica a acessibilidade comunicacional e informacional nas bibliotecas universitárias da Universidade Federal Fluminense (UFF), evidenciando avanços importantes no campo da acessibilidade arquitetônica, mas também lacunas significativas no acesso pleno à informação por pessoas com deficiência.


A pesquisa, desenvolvida por Ana Paula Lima dos Santos, tem como base um checklist elaborado pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições (FEBAB), articulado às diretrizes internacionais do W3C (World Wide Web Consortium). O estudo combinou revisão de literatura, pesquisa documental e análise manual dos sites e catálogos on-line das bibliotecas da UFF, com o objetivo de identificar barreiras informacionais e comunicacionais.


Os achados revelam baixa aderência às práticas de acessibilidade digital, como incompatibilidade com leitores de tela, formulários on-line inacessíveis e ausência de materiais táteis. Observa-se, ainda, que embora existam livros eletrônicos, audiodescrição e serviços sob demanda, essas iniciativas são pontuais e não integram uma política institucional estruturada de acessibilidade da informação. Em contraste, as ações de acessibilidade arquitetônica - como rampas e elevadores - aparecem de forma mais consistente.


O artigo destaca que acessibilidade não pode ser compreendida apenas como acesso físico aos espaços, mas deve incluir, de maneira central, o acesso ao conteúdo informacional e aos serviços digitais das bibliotecas. Para isso, são consideradas urgentes ações voltadas à formação continuada de profissionais, à produção e organização de acervos acessíveis e à institucionalização de políticas de informação inclusivas, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão.


Além de apresentar um diagnóstico detalhado da realidade das bibliotecas universitárias da UFF, o estudo propõe um modelo de avaliação replicável, que pode ser adaptado por outras instituições de ensino superior. Seus resultados oferecem subsídios concretos para a gestão universitária, o planejamento de políticas públicas e o fortalecimento do papel social das bibliotecas como espaços de inclusão, equidade e garantia do direito à informação.


Acesso ao artigo na íntegra


SANTOS, Ana Paula Lima dos. Acessibilidade em bibliotecas universitárias: um olhar para as bibliotecas da Universidade Federal Fluminense. Ciência da Informação Express, Lavras, MG, v. 7, p. e157, 2026. DOI: 10.60144/v7i.2026.157.



*Release elaborado com apoio de Large Language Model, ChatGPT.

 
 
 

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