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Preservar não é só fazer backup: artigo discute estratégias reais de preservação digital em universidades

por Ciexpress


O artigo “Biblioteca universitária e preservação digital: estratégias no repositório institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, de Magnólia de Carvalho Andrade, Patricia Ladeira Penna Macêdo e Jacqueline Araújo Cunha, traz uma reflexão atual e estratégica sobre o papel das bibliotecas universitárias na garantia do acesso de longo prazo à produção científica.

O estudo tem como objetivo analisar as estratégias de preservação digital desenvolvidas no

Repositório Institucional da UFRN (RI-UFRN), considerando que a transformação digital intensificou a necessidade de soluções sustentáveis para manter a memória acadêmica protegida contra perdas, obsolescência tecnológica e descontinuidade de sistemas.

Com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, a pesquisa combina revisão bibliográfica e estudo de caso, fundamentado em análise documental e observação do ambiente do repositório. A análise é orientada por referências internacionais de confiabilidade e preservação, como as recomendações do CCSDS (Magenta Book), vinculadas ao debate sobre repositórios digitais confiáveis.

Os resultados indicam que a UFRN, por meio da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), vem articulando diferentes práticas de preservação digital, com destaque para o uso de padrões e protocolos, curadoria digital, realização de backups regulares, iniciativas de modernização e ampliação de acervos, além de ações voltadas à capacitação da equipe e ao fortalecimento institucional do RI-UFRN.

O artigo também evidencia que o RI-UFRN é sustentado por uma estrutura de governança formal, com Comissão Gestora multidisciplinar, adoção do software livre DSpace, organização em comunidades acadêmicas e integração com iniciativas de interoperabilidade e acesso aberto, reforçando sua relevância como infraestrutura essencial da universidade contemporânea.

Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta lacunas importantes, como a necessidade de maior formalização de procedimentos técnicos de preservação ativa (ex.: verificação de integridade e controle de versões) e, especialmente, a ausência de uma Política Institucional de Preservação Digital consolidada, elemento considerado decisivo para a continuidade e sustentabilidade das ações no longo prazo.

Como conclusão, o artigo reforça que a preservação digital é um campo indispensável e transversal para bibliotecas universitárias, que podem assumir protagonismo mesmo diante de limitações estruturais, desde que haja compromisso institucional contínuo com investimentos, governança, normatização e planejamento estratégico para garantir a preservação da memória científica.


Para ler a pesquisa na íntegra, acesse:


ANDRADE, Magnólia de Carvalho; MACÊDO, Patricia Ladeira Penna; CUNHA, Jacqueline Araújo. Biblioteca universitária e preservação digital: estratégias no repositório institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ciência da Informação Express, Lavras, MG, v. 7, p. e154, 2026. DOI: https://doi.org/10.60144/v7i.2026.154.





*Texto elaborado com apoio de Large Language Model, ChatGPT.

 
 
 

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