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Inteligência artificial pode mudar a forma como as pessoas buscam apoio emocional e desafia a competência em informação

por Ciexpress


O artigo "Uso da inteligência artificial para suporte emocional: uma análise das práticas informacionais e da competência em informação", de Marília Cossich Ramos, investiga como ferramentas de inteligência artificial, como chatbots conversacionais, estão sendo utilizadas por pessoas em busca de acolhimento emocional e quais desafios essa prática impõe à sociedade. O estudo demonstra que o uso dessas tecnologias vai além da simples busca por informações, configurando uma nova prática informacional que exige o fortalecimento da competência em informação para garantir uma interação crítica, ética e segura com essas ferramentas.

O crescimento do uso da inteligência artificial em atividades cotidianas tem transformado profundamente a maneira como as pessoas produzem, acessam e utilizam informações. Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais comum recorrer a sistemas como o ChatGPT para desabafar, pedir conselhos ou buscar conforto emocional. Embora essas tecnologias ofereçam disponibilidade permanente, rapidez de resposta e ausência de julgamento, especialistas alertam que elas não substituem o cuidado humano nem profissionais da saúde mental, especialmente em situações de vulnerabilidade (Barroso; Mello, 2024; Bentes; Sanches; Fonseca, 2024).


Para compreender esse fenômeno, a pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, baseada em revisão de literatura. Os trabalhos foram recuperados na Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (Brapci), utilizando estratégias de busca com descritores relacionados à inteligência artificial, práticas informacionais, competência em informação e apoio emocional. Após seleção dos estudos, os dados foram organizados e interpretados por meio da análise de conteúdo, permitindo identificar padrões, desafios e contribuições presentes na literatura científica.


Entre os principais resultados, o estudo aponta que fatores como facilidade de acesso, atendimento contínuo, anonimato e sensação de acolhimento explicam por que muitas pessoas recorrem à inteligência artificial para suporte emocional. Entretanto, a pesquisa também identifica riscos importantes, como vieses algorítmicos, produção de informações incorretas, limitações na compreensão das emoções humanas, dependência tecnológica, ameaças à privacidade e possibilidade de manipulação dos usuários. Esses aspectos tornam indispensável que as pessoas desenvolvam habilidades para avaliar criticamente as respostas produzidas por sistemas inteligentes (Moreira; Ribeiro, 2023; Ivantes-Rodrigues et al., 2025).


Uma das principais contribuições científicas do trabalho é propor que o suporte emocional mediado por inteligência artificial seja compreendido como uma prática informacional emergente, aproximando esse comportamento da abordagem do sense-making, segundo a qual os indivíduos utilizam a informação para atribuir sentido às experiências e reduzir incertezas (Dervin, 2003). Nessa perspectiva, quando uma pessoa conversa com uma inteligência artificial em momentos de sofrimento, ela não busca apenas respostas objetivas, mas também validação, acolhimento e construção de significado para suas vivências, ampliando o entendimento tradicional das necessidades informacionais na Ciência da Informação.


Os resultados também reforçam que a competência em informação precisa ser ampliada para contemplar novas habilidades relacionadas à inteligência artificial, incluindo compreensão dos algoritmos, avaliação crítica das respostas geradas, proteção da privacidade e uso ético dessas tecnologias. A pesquisa contribui para o debate científico ao evidenciar que as transformações promovidas pela inteligência artificial exigem novas estratégias de formação de usuários, além de subsidiar discussões sobre regulamentação, educação informacional e desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao uso responsável dessas ferramentas.


Ao demonstrar que a inteligência artificial está redefinindo a forma como as pessoas buscam apoio emocional e constroem sentido para suas experiências, o estudo amplia as fronteiras da Ciência da Informação e aponta caminhos para futuras pesquisas empíricas com usuários dessas tecnologias. Os autores defendem que o desenvolvimento da competência em informação será um elemento estratégico para que a inteligência artificial atue como complemento ao pensamento humano, promovendo inovação sem comprometer a autonomia, a segurança e o bem-estar das pessoas.


Referências citadas no release


BARROSO, Luís Roberto; MELLO, Patrícia Perrone Campos. Inteligência artificial: promessas, riscos e regulação. Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro, v. 15, n. 4, e84479, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/2179-8966/2024/84479.


BENTES, Anna; SANCHES, Danielle; FONSECA, Paulo. Assistentes Virtuais Inteligentes e saúde mental: debates regulatórios no Brasil. RECIIS – Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 18, n. 3, p. 538–553, 2024. DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v18i3.4310.


DERVIN, B. Sense-making methodology reader. Cresskill: Hampton, 2003.


IVANTES-RODRIGUES, Sophia; SILVA, Marilia da Matta; OLIVEIRA, Leonardo Pesillo de; GARCIA, Lucas França. Psicoterapia e inteligência artificial: limites tecnológicos na promoção da saúde. Revista Bioética, Brasília, v. 33, e3958, 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-803420253958PT


MOREIRA, Jonathan Rosa; RIBEIRO, Jefferson Bruno Pereira. Letramento e competência informacional e as relações éticas na gestão da informação e do conhecimento no contexto da inteligência artificial. Brazilian Journal of Information Science: Research Trends, Marília, v. 17, p. 1-22, 2023. DOI: https://doi.org/10.36311/1981-1640.2023.v17.e023009


Para ler o artigo na íntegra


RAMOS, Marília Cossich. Uso da inteligência artificial para suporte emocional: uma análise das práticas informacionais e da competência em informação. Ciência da Informação Express, Lavras, MG, v. 7, 2026. DOI: https://doi.org/10.60144/v7i.2026.199.



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*Release elaborado com apoio de Large Language Model (ChatGPT), com condução humana da equipe editorial do Ciexpress News.

 
 
 

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